A Questão da Autoestima

Já se perguntou como algumas pessoas aparentam ser tão autoconfiantes e seguras de si? A imagem que nos vem à cabeça quando pensamos em mulheres seguras e “empowered” é logo a figura de uma mulher famosa, cantora ou apresentadora com corpos esculturais e cabelos ao vento como num show ou editorial de moda. O ideal de “empoderamento feminino” passa pelo selo de aprovação visual e comportamental difundido para vender. Raras vezes ocorre uma lembrança de uma mulher atuante na área da política, da ciência ou dos esportes ou de alguém que não esteja nos holofotes.

A reflexão que proponho aqui abre o questionamento: Quantas vezes reconhecemos nossas próprias qualidades? Quantas vezes reconhecemos as qualidades das mulheres que trabalham ou se relacionam conosco? A questão da autoestima e da autoconfiança passa por uma linha muito tênue entre a necessidade de aprovação e pertencimento e a aprovação do outro, e é aí que perdemos a chance de subirmos ao pódio da autoestima e do amor próprio. A cada vez que nos comparamos a alguém entregamos nossa força de bandeja com decoração e guarnição na taça.

Na busca por um modelo que nos sirva de guia para as nossas ações nos esquecemos que já estamos prontas. E, por outro lado, cada vez que nos olhamos mais a fundo podemos descobrir forças, talentos e habilidades que quando nutridos se tornam nossos grandes atributos. Talvez aquilo que procuramos fora seja apenas um atalho para o universo magnífico que já está ativo aqui dentro. Afinal, só é possível enxergar no outro aquilo que temos dentro de nós mesmas. Então, quando você se olhar no espelho pela manhã, reconheça-se. Quando sentir que alguém fez algo de bom, valorize, elogie, nomeie a ação. E da mesma forma, valorize-se, elogie-se, nomeie o que você aprendeu ou fez de bom.

Talvez sua insegurança seja apenas o reflexo do ambiente ou das pessoas com as quais você se relaciona. Vale lembrar que coragem, autoestima e confiança são comportamentos aprendidos e que podem ser reforçados ou anulados pelo grupo a que pertencemos (amigos, trabalho, família).

Autoestima, autoconfiança e amor próprio são o lado delicado da coragem. A medida para sabermos se nos amamos de verdade ou se temos autoestima e autoconfiança é o quanto nos permitimos e nos desafiamos a sermos felizes de verdade. Se ainda estiver em dúvida, pergunte-se:

1- Quais são as ações diárias que suportam o seu bem-estar?
2- Quais são os pensamentos que fortalecem a sua mente?
3- Quais são os pensamentos das pessoas corajosas e fortes?
4- Quais são os pensamentos que te aprisionam?
5- Quais crenças prejudiciais te impedem de ser a pessoa mentalmente forte que você poderia ser?
6- Qual é o pequeno passo que você pode dar aqui e agora para fortalecer a sua mente?
7- Qual é a métrica que você quer usar para saber se está funcionando?
8- Em quanto tempo deseja ter uma mente mais forte?

Você já tem todos os recursos de que precisa para fazer sua jornada. Comece hoje.

Natalie Betito
Talent Life Coaching

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